quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nossas escolhas dependem dos nossos atos: capítulo 1

Oi amados do blog! Estou iniciando uma nova série aqui no blog. É uma história dividida em várias partes, chamada NOSSAS ESCOLHAS DEPENDEM DOS NOSSOS ATOS. Espero que gostem, é de minha autoria e com uma pitada de ajuda da minha irmã. Aqui vai o 1º capítulo.

Capitulo 1

Como posso me descrever? Começo com um singelo "Era uma vez", ou será que começo com uma breve apresentação? Tudo que posso dizer sobre mim, é que, durante o percalço da minha vida, tomei decisões e escolhas, para agradar outras pessoas e às vezes não me sentia feliz... Tudo que queria era viver uma vida de romances igual aos filmes, mas meu pai que era pastor, queria que eu fosse uma missionária. É lógico que gostava muito da igreja, e das minhas amigas, do grupo de louvor, mas, queria algo a mais... Quando olhei pela primeira vez aqueles olhos cheios de encanto... Foi aí que a minha história deu uma guinada... Quem sou eu? Me chamo Clara, e esta é a minha história!

Sou Clara Maria da Silva, tenho 15 anos, e me considero bastante animada! Minha cor favorita é rosa, e gosto de amarrar meu longo cabelo louro em dois rabos de cavalo. Sou alegre o tempo todo, pois não vejo motivo para chorar, já que tenho um Salvador na minha vida que é o  Senhor Jesus.

Sou levita da igreja, onde congrego, e o meu pai é o pastor, e por ser filha de pastor, tenho que dar bons exemplos. Nada de ficar até tarde na rua, nada de namoricos, e nada de desobedecer. Tenho uma amiga de escola que também é da igreja, chamada Mila, ela tem a minha idade e é minha confidente. E tenho uma irmã bem chata que pega no meu pé, chamada Júlia. O meu aniversário estava bem pertinho, faltava só algumas semanas, e eu estava ansiosa para ele chegar! Estudo no Centro de Ensino Estadual, faço o 2º ano do ensino médio.

Sexta-feira. Último dia de aula na semana. Queria ver a Mila, e conversar sobre o filme que passou na tv no dia anterior: "Um Amor para Recordar". Como a gente não enjoava desse filme, acho que era porque eramos românticas natas. Adolescentes do 2º ano ver amor em tudo:

— Amiga tentei conversar com você pelo Facebook. O que houve?
— Xi, Mila, a net lá de casa, tá só caindo, mas, cá entre nós, falar pessoalmente é melhor!  Papo vem, papo vai e o sinal de entrada toca. Hora de entrar, mas, o papo não encerra.
— Ai amo aquele filme, pena que o final é tão bobo. Queria que eles ficassem juntos!
— Você que é boba Mila. tá na cara que antes eles passariam por um divórcio.  rimos juntas até que ela me interrompeu.
— Ei Clara, soube que vem um novato para cá!
— Sério? Mas, é estranho alguém mudar de escola no meio do ano letivo.

Nesse momento entra a professora de biologia. O primeiro horário era dela:

— Silêncio, classe! Espero que todos tenham feito o dever que passei para casa. Mas, antes de cobrar a lição, vou apresentar o aluno novo. Pode entrar, senhor Felipe.

E entrou um menino magro, alto, com os olhos mais tristes porém encantadores que eu já vi:

— Sou Felipe Nascimento e acabo de me mudar para cá.  Foi só isso que ele disse, e se sentou bem do meu lado. As patricinhas estavam empolgadas para falar com ele. Apesar de triste, ele era bem bonito, tinha um certo charme. Não era como os jogadores do time da escola, que eram esnobes. Ele se sentou abriu os livros e começou a estudar sem olhar para os lados, ou para trás. Deu para perceber o quão mal vestido ele era. Camisa xadrez, tênis all star surrados, custava vim arrumado para o seu primeiro dia de aula? Na hora da saída, ele passou com tanta pressa por mim que derrubou os meus livros, e nem os ajuntou. Que cara convencido! Que raiva!

— Grosso! - Mila berrou
— Deixa Mila. - Que cara ignorante, pensei.

O sábado passou como nuvem. Fiz minhas tarefas de casa e lições da escola e a noite teria Encontro de jovens, com muito louvor e pregação. Voltei para casa feliz da vida. No dia seguinte, teria EBD, seria bom dormir mais cedo. Coloquei o despertador para 6:00h da matina.

O despertador tocou, o galou cantou, o dia chegou. Domingo de manhã. Dia de Escola Bíblica Dominical. Hoje meu pai ia dar uma lição sobre luxúria, ele ficou falando sobre esse assunto no café-da-manhã, almoço e jantar, decorando o tema para minha irmã mais velha, Júlia e para minha querida mãe, dona Luíza. Meu pai, o pastor César, era um homem justo, e sempre ajudava os irmãos da igreja. Ele lia a Bíblia todos os dias, e quando terminava, lia de novo. Para ele, um cristão deve sempre ter a Palavra na ponta da língua e a Bíblia como guia em todas as ocasiões.

Minha irmã, Júlia era muito esforçada e era professora das criancinhas da EBD, sinceramente, não sei como ela aguentava! Tinha uma paciência de Jó! Puxou para o papai. Já eu era muito zangada, pavio curto. Se pisasse no meu calo, ah, sai da frente! Minha mãe puxava minhas orelhas quando tomava ''certas'' atitudes:

— Clara, esta saia esta muito curta!
— Clara, você passou maquiagem demais!
— Clara, que nota baixa é essa?
— Clara, sabe que horas são?

 O engraçado é que ela também era meia esquentadinha, mas mesmo irritada, aspirava elegância. Nunca conheci uma mulher tão bem vestida como minha mãe... Acordamos cedo, tomamos o nosso café de todas as manhãs, e antes de sair de casa, papai fez uma oração em família. Sempre fazíamos. Éramos uma família unida. Entramos no carro, um gol bem simples e com a pintura desbotada. Júlia estava com fones nos ouvidos escutando Fernanda Brum, pela milésima vez:

— Júlia, você não cansa de escutar uma mesma faixa?
— O que eu me canso é de ouvir você reclamar! E você? Porque não escuta essas músicas hein, Clara?
— Não é da sua conta sua chata! — Nesse momento, papai interrompeu:
— Que feio. Duas servas de Deus, discutindo picuinhas no carro! Júlia der exemplo. Você tem 21 anos, e você Clara, já é uma mocinha. Comportem-se ou eu corrijo as duas.
— Sim papai!  falamos juntas.

Mocinha! Argh! Como eu tinha raiva dessa palavra. Ela marcou o dia mais vergonhoso da minha vida, foi quando tinha 13 anos e acordei com a cama ensopada de sangue. Minha primeira menstruação. Fiquei assustada. Para minha mãe foi uma alegria. Mais uma "mocinha" em casa. Para meu pai, ele via como um problema. As meninas daquela idade só pensavam em namorar... Para meu desgosto, nunca tive namorado e nem ficante até hoje, não por causa da severidade do meu pai, mas porque não valia a pena namorar esses meninos cabeça vazia, que só pensavam em vídeo game e pornografias. Eu escolhi esperar meu príncipe e sentia que este dia estava perto...

 Chegamos na igreja, e todos os irmãos começaram a nos saudar. Era bastante legal esta confraternização. Eu gostava muitíssimo! Até que apertei a mão dele...
— Você aqui?  Falamos juntos.


Continua...

E então gostaram? Aguardem a Parte 2!

PRÓXIMO CAPÍTULO


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