quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Nossas escolhas dependem dos nossos atos: capítulo 3

Oi amados do blog! Estou iniciando uma nova série aqui no blog. É uma história dividida em várias partes, chamada NOSSAS ESCOLHAS DEPENDEM DOS NOSSOS ATOS. Espero que gostem, é de minha autoria e com uma pitada de ajuda da minha irmã. Aqui vai o 3º capítulo.

Capítulo 3

Que cara mais estúpido! Como ele pode me ignorar dessa maneira, ali na biblioteca, na frente de todo mundo? Fiquei tão sem jeito! Não sabia nem o que fazer depois desse corte. Fiquei tão desajustada! Como eu queria que a Mila estivesse ali. Ela teria dado uma boa bronca nele. Mais agora eu precisava me concentrar no meu dever de casa, com ele ou não! Não precisava da ajuda dele e nem dele, esse ignorante, brutamontes, sem noção!  De uma coisa eu tinha certeza, ele era ótimo para magoar os sentimentos alheios.
Comprei meu lanche na cantina, um sanduíche e um copo de suco de maracujá. Sentei na mesa perto da janela. Gostava de ver os bem-te-vis no seu ninho.
A aula de matemática passou como vapor. Ainda estava chateada com Felipe, com sua grosseria. Já ele parecia nem ligar...

Tivemos aula de arte, alguma coisa sobre Arte Moderna, não prestei atenção. Estava muito focada em como falar com o Felipe na hora da saída. O sinal tocou e novamente ele fugiu de mim. Eu já não o achava estranho, mas, em meu coração sentir que ele precisava de ajuda. Se fechar de tudo e de todos não ia adiantar. E pela expressão dele quando falou comigo na biblioteca, algo grave tinha acontecido, mas ele preferira guardar para si. Hoje meu dia não estava indo tão bem. O engraçado é que ele começou tão bem, mas tava indo para um rumo de mal a pior...

Depois do festival de gelo de Felipe, tive que aguentar as fofoquinhas maldosas da Shirley, e para piorar na hora da saída, caiu um temporal daqueles. Peguei uma chuva tremenda, e nem tinha levado guarda-chuva. E ainda no caminho, um carro cheio de mauricinhos, jogou aquela água suja em cima de mim. Ah, só Jesus na causa.

Cheguei em casa parecendo um pintinho molhado. Meus pais mão estava em casa, apenas Júlia, que estava sentada no sofá, costurando umas camisas para as criancinhas da EBD. Assim que entrei em casa, ela me olhou com uma cara e prendeu os risos. Nem liguei, fui direto ao banheiro tomei um bom banho, depois coloquei meu uniforme na máquina de lavar, pois ele tava cheio de lama, por causa daquele bendito carro. Finalmente almocei: frango, salada e purê de batata, meu almoço predileto e de sobremesa, um sorvete de chocolate. Quando subo as escadas, Júlia veio logo me perguntando:

— Aconteceu algo na escola? Você está bem estranha maninha! — Ai, como ela era sarcástica. Eu também sabia ser.
— Tirando o fato da minha melhor amiga não ter ido, de ter sido ignorada pelo meu colega de classe, aguentar os sarros da Shirley, e pegar um temporal daqueles, tá tudo numa nice. Não aconteceu nada.
— Certeza Clara? Só isso? Parece que teve um dia cheio...
— Tá bom. Sabe que eu não consigo esconder nada de você...  — Apesar de Júlia e eu batermos boca, na maioria das vezes, ela era uma boa amiga.
— Sabe o Felipe?
— Sei o novo convertido da nossa igreja.
— Pois é! É que somos parceiros de espanhol e temos que pesquisar uma música e apresentar para a professora. Mas, acho que ele não se interessou muito pelo trabalho, então vou fazer a minha parte.
— Porque não disse antes? Aqui tenho um CD perfeito para você.
— Tá bom... Valeu irmãzinha!  Dei um abraço nela e subi para o quarto para fazer uma enxurrada de dever de casa.

Mamãe estava na vizinha vendendo perfumes da revista e meu pai viajou para um congresso de pastores. Acho que por esses dias, a igreja iria ficar na mão do pastor auxiliar. Ele fazia a maior falta, principalmente na hora do jantar, quando vinha com seus discursos.
Subi as escadas bem rápido. Queria logo fazer as atividades e conversar com a Mila e saber como ela tava de saúde.

Acabei ficando exausta com todas essas tarefas, estou com um pouco de soninho. Matemática cansa os neurônios. Vou tirar só um cochilo...Ainda são 15:30h, dá tempo de sobra de fazer outras coisas. Olho para o relógio 19:45h. 19:45h? Fala sério! Essa não! Eu tinha que ligar para Mila. Ela deve tá super chateada, ainda mais agora que ela tá doente. Vai pensar que eu abandonei ela...
O telefone só chama. Até que...

— Alô?  Disse uma voz bem rouca do outro lado da linha.
— Mila é você?
— Clara, você me abandonou! - Sabia que ela ia falar isso.
— Não é nada disso amiga. É que o meu dia hoje foi meio louco. Mas, não falemos de mim e sim de você.
— Eu tô com muita febre. Deve ter sido aquele sol forte que eu peguei ontem de tarde, na hora da evangelização.
— Sua mãe já chamou o médico?
— Já! E ele disse que eu tô desidratada. Pra você ter uma ideia Clara, até minhas bochechas estão rosadas de tanta febre.  Enquanto escovava meus cabelos, Mila perguntou:
— E na escola? Teve alguma avaliação hoje?
— Não. Só um trabalho de espanhol pra ser feito em duplas.
— E eu sou sua parceira certo?
— Infelizmente, não.
— Você me abandonou Clara.
— Para de ser dramática. A professora mandou a gente colocar nosso nome num pedaço de papel e colocar em uma caixa. Foi um sorteio, um tiro no escuro pra ser exato.
— E quem é sua parceira? Não vai me dizer que é a Shirley?
Não... é o caladão do Felipe.
— Felipe? Que sortuda hein?!
— Sortuda? O cara é o maior grosso. Fui falar com ele sobre o trabalho e ele me destratou na frente de todo mundo da biblioteca.
— Ah, mais que sem noção! Se eu tivesse lá.
— Deixa pra lá Mila.
— Como assim pra lá? Não se deve tratar uma dama como se não fosse nada. Mulher é que nem flor querida...
— Lá vem você.
— Amanhã é outro dia, e já estarei melhor pra ir para a escola.
— Ainda bem. Aguentar o dia sem a sua tagarelice é uma tortura!  Rimos as duas. É como ela mesma falou. Amanhã é outro dia...

Acordei no mesmo horário, penteei meu cabelo do mesmo jeito e vestir meu uniforme escolar. Tomei café e me despedir da mamãe. Passei pela casa de Mila, que novamente não pode ir pra escola. Agora sua garganta estava inflamada. Mas, nem conversamos muito ontem?

Entrei na escola, sentei na minha mesa e Felipe sentou perto de mim. E falou:
— Bom dia, Clara. — Eu estava louca ou ele falou "bom dia, Clara"? Para não ser mal educada, respondi imediato.
— Bom dia. — Era bom ver que hoje ele acordara de bom humor.
 Na hora do intervalo, comprei meu lanche de sempre e sentei na mesa de sempre e por incrível que possa parecer, Felipe passou por mim, colocou a sua bandeja na mesa, sentou e falou algo que eu não esperava:
— Desculpe pelo que disse ontem. — Fiquei perplexa e resolvi o desculpar:

— Tá tudo bem. Eu o desculpo. O Senhor Jesus nos ensina a perdoar não uma vez, mais 70x7. 
— E a sua amiga como ela está?
— Com febre e a garganta inflamada. — Queria ir para outro ponto. — Felipe porque você foi grosso daquele jeito então?
— Clara, é que tenho passado por problemas pessoais. As pessoas não entendem. Acham que só porque sou jovem, não tenho uma vida com problemas.
— Então, porque não fala para mim? Olha somos da mesma sala, da mesma igreja e do mesmo bairro. Você tem que confiar em alguém.
— Só Deus dirá... Quer conversar sobre o dever de casa? Estou mais calmo agora.
— Hum, hum!  Afirmei.  É pelo visto, ele não era tão ignorante assim. Felipe só precisa desabafar sobre sua vida e esse dia teria que chegar, mais cedo, ou mais tarde.

Não conversamos muito, apenas fizemos projetos e sugerir  algumas músicas do CD da minha irmã, que poderíamos utilizar na tarefa. 
— Então, você toca algum instrumento?  Perguntei.

Continua...♥

E aí gostaram? Não perca a Parte 4! 



4 comentários:

  1. legal estou curiosa na parte 4 sandreanny so eu vandreanny

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  2. te amo pai mando uma beijo sandreanny beijos de sua irma

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