Nossas escolhas dependem dos nossos atos: capítulo 2

Oi amados do blog! Estou iniciando uma nova série aqui no blog. É uma história dividida em várias partes, chamada NOSSAS ESCOLHAS DEPENDEM DOS NOSSOS ATOS. Espero que gostem, é de minha autoria e com uma pitada de ajuda da minha irmã. Aqui vai o 2º capítulo.
Capítulo 2

— Então vocês dois já se conhecem? — Perguntou a minha mãe.
— Sim mãe este é...  Acabara de esquecer o nome dele. Vendo meu esquecimento, ele mesmo respondeu:
— Sou Felipe, senhora. Estudo no mesmo colégio que a sua filha. - Para quem era mudo há dois dias, até que ele conversava bem com gente mais velha.
— Por favor, me chame de Dona Luíza. Então, jovem, de onde você é? – Ai, mamãe quando começava a falar...
— Vim do interior, tratar de assuntos importantes.
— Ah, e pretende ficar na igreja?
— Claro. Não há melhor coisa do que servir ao Senhor Jesus.
— Então seja bem vindo. Pode sentar perto dos jovens da igreja.
Minha mãe era ótima em fazer visitantes se sentirem como se fossem de casa.

Mila apareceu na igreja, com aquele vestido super meigo, lilás, e me abraçou:
Ei amiga, quase cheguei atrasada. Clara, você viu quem tá ali?
— Sei é o novato da nossa sala. Felipe.
— Ah! Até que hoje, ele venho bem vestido, hein?!
— Nem reparei! –Mas, realmente, ele estava bem vestido. Camisa social azul, sapatos engraxados e calça jeans preta bem passada. Ele viera bem arrumado para o culto.

Felipe não falou com os outros jovens. Apenas sentou-se, abriu sua bíblia e começou a meditar...  Todos os jovens que estavam com celular na mão acessando Facebook, e com fones nos ouvidos, olharam de imediato para ele como se ele fosse um bicho do mato, e logo começaram a cochichar entre eles:

— Quem deixou o novo convertido sentar aqui?
— Ele nem faz parte do grupo de louvor.
— Como ele se acha certinho! Lendo a Bíblia só para não conversar com a gente...
— E vestido desse jeito? É claro que ele é metido!

Mal o conheciam, e já estava falando mal dele, mas, em minha opinião, dava para ver que ele não tinha nada de convencido. Papai fez uma ótima pregação. Estava mudando de ideia a respeito do novato, até que, no fim do culto, quando fui falar com ele, simplesmente foi embora em disparada, e nem confraternizou com os irmãos da igreja. Meu pai ainda tentou falar com ele:

— Espere jovem. Nem tive tempo de conversar convosco.
— Desculpe pastor, mas, tenho coisas importantes para fazer. 
— Entendo. Vejo você a noite?
— Ok!  E andou apressadamente. 
Meu pai apenas disse: — Que a paz esteja contigo meu filho. E se virou para mim:
— Esse menino tem um grande pesar no coração. Seria bom se você conversasse com ele em vez de ir atrás dos outros e julgá-lo.
— Pai, eu não...  Ele me interrompeu:
— Você não filha, mas, eu vi o comportamento dos outros jovens. Muito feio da parte deles.

Se fosse apenas os jovens... As irmãs da igreja Tereza e Marta, começaram a fofocar. Elas eram as fofoqueiras "oficiais" da igreja, e por causa de gente como elas, a igreja tinha uma má reputação lá fora. Falaram que ele era um rapaz esquisito e como novo convertido, logo, logo iria se desviar:

— Ai Tereza esse menino me parece ser mal companhia.
— Com certeza Marta. Novo convertido não dura muito. Basta sentir cheiro de cachaça que já larga a igreja.
— Hum! E quando dá a vontade da carne de fornicar, Tereza. Deus me livre!
— Será Marta?
— Conheço um fornicador de longe menina. Se eu tivesse filha Tereza, deixaria bem longe dele!
— Verdade amiga! Só vem pra igreja pegar as irmãzinhas.

Nossa! Que línguas de cobra! Maior cara de pau. Eu bem ali escutando tudo e elas nem tiveram vergonha em está fofocando na casa de Deus.

Mila venho falar comigo:
— Você viu isso amiga? A mesma reação na escola.
— De sair correndo como se tivesse sendo perseguido.
— Ele pediu desculpas por ter derrubado os seus livros?
— Não. A única coisa que ele fez foi ter apertado minha mão no início do culto.
— Nossa, que menino estranho. Mas, mesmo assim é tão gato!
— Mila se comporte! Você é uma filha de Deus.
— Hihihihi! - Riu toda sem graça.

Pra falar a verdade, ele tinha certo charme, apesar de seu semblante triste. Parecia que guardava um segredo, uma grande tristeza, como meu pai falara.
Júlia estava me chamando e entregou para mim, e para Mila, um monte de folhetos:

— Hoje tem evangelização, viu mocinhas? E nada de desculpas esfarrapadas.
— Sim Júlia! – Dissemos Mila e eu
— Quero ver os jovens entregando folhetos para a vizinhança. Vamos trabalhar!

Mila e eu passamos a tarde toda, na evangelização entregando folhetos, e a noite, logo no culto de domingo, ele não compareceu. Fiquei imaginando o que um rapaz tão jovem deveria está fazendo de tão importante assim. Com certeza estava na internet vendo besteiras, ou na casa de algum amigo jogando no Xbox. Não sei por que estava perdendo tempo pensando nele. É óbvio que ele era estranho. Ai não! Eu já estava o julgando que nem o pessoal da igreja. Deve ter sido por isso que ele foi assistir o culto. Deve ter escutado aquele povo julgando ele, e resolveu não ir...

Ai o despertador tocou. Não acredito que a segunda-feira chegara tão rápida. Tomei um banho bem demorado, lavei meus longos cabelos com um xampu com cheiro de morango. Em seguida vestir meu uniforme escolar, organizei minha mochila e desci para tomar café:

— Tchau mãe! Tchau pai.
— Tchau filha. Vá com Deus e volte com Ele. -Disse meu pai. Minha mãe me deu um beijo na testa. Mesmo tendo 15 anos, eu gostava desse tipo de carinho. Meu pai era pastor, mas, não tinha salário. Ele rejeitara. Dissera que pregar a Palavra de Deus, não é um comércio. Ele trabalhava consertando móveis antigos. Minha mãe também se virava. Era uma ótima costureira e no tempo livre, vendia perfumes pela revista. Júlia trabalhava em uma loja de roupas no centro da cidade e, era uma ótima atendente. Tratava seus clientes super bem. Mesmo não tendo luxo na minha casa, e nem meu pai sendo um pastor milionário (como certos por aí) eu podia dizer que tinha uma vida abençoada. É claro que sempre corriam boatos na igreja a respeito do trabalho do meu pai, mas, ele nem ligava, pois sempre dizia que a recompensa dos justos é um imenso galardão.

Como gostava desse caminho de casa. Vendo as árvores, as flores, as borboletas no caminho: uma obra perfeita de Deus. Passei na casa de Mila para podermos ir juntas para a escola. A mãe dela atendeu a porta:
— Paz do Senhor dona Flor. A Mila não vai hoje?
— Não querida. Ela está com febre deste ontem a noite.
— Puxa, mas, na igreja ela parecia tão bem.
— Agora ela está dormindo. Mas, vou dizer para ela que você passou aqui.
— Diz que mandei um abraço e assim que chegar da escola eu ligo para ela.
— Tá bom querida. Paz.
— Paz do Senhor.

Era estranho não ter a Mila ali perto tagarelando. Cheguei na escola, e Felipe já estava lá. Sentei perto dele. Meu pai disse para conversar com ele, e não o julgar... A professora de espanhol, Srtª Rita chegou e foi logo saudando a todos em espanhol. Ela sempre fazia isso no começo de cada aula, e eu adorava:
— Buenos dias, clase.
— Buenos dias, profesora! — Todos respondíamos.
— Meus amados alunos, tem una tarea para usted fazerem em duplas! Usted irão cantar una canción em español ¿Qué tal? Todos coloquem seu nome em pieza de papel e coloque aqui nesta caja. E eu irei sortear as duplas.  Todos se alegraram. As patricinhas logo falaram:  Espero pegar o novato gatinho. Eu não tava nem aí, desde que a Shirley a menina mais fútil da sala, fosse minha parceira. 

Coloquei a mão dentro da caixa, e retirei um papel com um manuscrito com o nome "Felipe".


Felipe? Felipe era meu parceiro! Agora ele não poderia me ignorar. Íamos que ter que fazer esse trabalho juntos. 

Na hora do intervalo, fui até onde ele estava. Estava lendo um livro na biblioteca. Cheguei até ele e disse:
— Oi Felipe, sou Clara e somos parceiros de espanhol.
— Eu sei quem você é. É a filha do pastor.  Engoli em seco.
— Então... não vou ter falar muito de mim. 
— Eu também não gosto de tagarelar. Olha se for para o seu bem, é melhor apenas se focar no dever, e tentar parar de falar comigo.
— O quê? Do que está falando?
— Não posso ser seu amigo Clara, já tenho vários problemas. - Pegou a mochila que estava no chão e saiu da biblioteca me deixando sozinha...


Continua...♥

Então, gostaram do capítulo 2? Não perca a parte 3!




Comentários

  1. oi sou eu van goste da historia san

    ResponderExcluir
  2. Sassa já vou dar ctrl c + v! Amei o lance do link "Próximo Capítulo" vou começar fazer isso lá no blog... Fica mais fácil para as pessoas acompanharem bjokks e acompanhando a série

    ResponderExcluir

Postar um comentário

❀¸¸.*♥*.¸¸.*☆ ❀
Não vai embora sem deixar seu comentário.
Sua opinião é muito importante para mim!♥
❀ ¸¸.*♥*.¸¸.*☆❀

Postagens mais visitadas