Nossas escolhas dependem dos nossos atos: capítulo 4

Oi amados do blog! Estou com uma nova série aqui no blog. É uma história dividida em várias partes, chamada NOSSAS ESCOLHAS DEPENDEM DOS NOSSOS ATOS. Espero que gostem, é de minha autoria e com uma pitada de ajuda da minha irmã. Aqui vai o 4º capítulo.
É verdade que demorei mas, voltei com o capítulo 4. Espero que gostem ^^:

 Continuação do capitulo anterior...


Capítulo 4

— Gosto de tocar violão, apesar de saber só algumas notas.
— Legal. Na igreja o grupo de louvor tá precisando de alguém que saiba tocar violão. Porque não disse que sabia?
— Eu ouvi o que disseram de mim Clara. Só não deixei de ir a igreja, porque meu compromisso é com Deus, e não com as pessoas.

Ele não era uma pessoa ruim. Não era nada daquilo que as irmãs Tereza e Marta falaram dele. Não sei porque as pessoas levantavam calúnias contra ele. Só porque a vida dele não era um livro aberto? Ai meu Deus! Agora eu estou o defendendo na mente!

— Gostei de falar com você.
— Porque?  Perguntei toda boba.
— Você é a única pessoa desse bairro, que não me olha torto e nem me julga.
— E porque eu faria isso.  Ele permaneceu calado, olhando para o copo de suco de acerola. Como se naquele copo, tivesse a resposta para alguma dúvida.

Parece que nesta semana não terei problemas com o Felipe. Ele parecia tão bem, mas, não estava alegre. Parecia um pouco cansado, sonolento. Para alguém tão jovem, porque ele tinha essas olheiras? Cara de quem não dorme há séculos. Porque ele não conta sua situação. Porque será? Durante toda a nossa conversa, Shirley e as amigas dela não paravam de olhar para a gente. Ela tinha uma raiva em seus olhos, que eu decidir não encarar. Ela não tolerava nenhum garoto deixá-la para escanteio:

— Parece que a Shirley tá furiosa por você está conversando comigo e não com ela.
— Quem é Shirley? — Tentei segurar meu riso. No mundo dele, ela deveria ser invisível.

Terminando nosso intervalo, jogamos os copos de suco e guardanapos no lixo e fomos assistir as aulas de Química e uma hilária aula de Literatura com uma professora muito atrapalhada. Mas, apenas Felipe, em uma classe com 35 alunos, não esboçou nenhum sorriso. Seu corpo estava ali, sentado, mas, a mente, parecia vaguear, enquanto a mão trabalhava no automático e escrevia tudo que estava na lousa.

Na hora da saída, me despedir pela primeira vez:
— Eh, tchau Felipe.
— Tchau Clara.
— Felipe, vejo você na igreja?
— Talvez.  Disse com um sorriso meio torto, mas não chegava a ser um sorriso. Era raro ver ele sorrir...

Papai já havia chegado de viagem. Meio cansado, mas com muita energia. Sentou na poltrona, onde pode aliviar as costas. Dei um abraço nele e perguntei como foi a viagem:
— Cansativa minha filha. Evangelizamos lugares que realmente necessitavam de Jesus. Teve vários batismos, registramos até em fotos.
— Puxa pai que legal! Queria poder ter ido.
— E aquele menino, o novo convertido?
— O Felipe?
— Ele mesmo. Como ele está?
— Ele está bem, eu acho. Parece que está sempre cansado na escola.
— Ora filha, ele deve ter algum emprego. Muitos jovens trabalham na idade dele. Amanhã falarei com ele na igreja e vou visitar em sua casa.
— Ele é meu parceiro na tarefa de espanhol. Se quiser, pode conversar com ele aqui mesmo.
— É uma boa ideia, filha.
— Cadê a mamãe e a Júlia?
— Estão escolhendo a decoração da sua festa de 16 anos. - Falava enquanto bocejava.

Deixei papai descansando na poltrona. Eu estava mesmo ansiosa, porque só faltava uma semana para o meu aniversário. Tinha que preparar os convites, o salão, o bolo, a decoração e o mais importante: meu vestido! Mamãe e Júlia debatiam sobre qual cor deveria ser ele. Elas estavam mais ansiosas do que eu! De pontinha de pé, escutei todo o debate:
— Como eu já fiz 16 anos antes, e sei como deve ser, acho que a cor do vestido deverá ser roxo. — Disse Júlia com nariz empinado.
— Ah, não Júlia. Não combina com o tom de pele dela. Deve ser rosa bebê. — Debateu Mamãe.— Além disso todo mundo sabe que o vestido tem que ser em tom suave. — Continuou.
— Nada a ver mãe.  Retrucou Júlia. — Que tal um vestido em azul marinho com babados?
— Mas é claro! Por que não pensei nisso? O vestido tem que ser branco, para combinar com as flores. — Até que eu resolvi me intrometer.
— Dá licença, dona Luíza e dona Júlia, mas quem não decide a cor do vestido não sou eu?  Elas se entreolharam sem graça. E depois começaram a rir:
— Olha só a gente. Discutindo como se a festa fosse nossa. — Falou minha mãe.

Eu tinha que convidar Felipe também. Afinal, quase ninguém conversava com ele. Eu não queria que ele se sentisse um rejeitado.
— Então filha, já sabe quem vem para o seu aniversário?
— Ah, ainda não, mas com certeza a Mila vem!  E por falar em Mila.
— Clara, Mila ligou para você. Melhor retornar a ligação e ver se ela está melhor.
— Tá bem.  Subi as escadas e digitei o número dela no meu celular. Tá dando ocupado. Vou mandar uma mensagem de texto. Pronto. Enviada. Opa. Recebi uma de volta. É da Mila.

*cade vc sua doida? vc me abandonou. :(
*o_0 ?

Incrível como até em torpedo, Mila era dramática:


*Aff, para de drama.já estou indo aí na sua casa. 
*vem rapido senao vou achar que vc tem outra melhor amiga.preciso falar com vc.
*eu tbm.
*sera que vc pode dormir aqui em casa hj? por favor :)
*vou pedir permissao para os meus pais.
*ta ok. bjs.
*bjs S2

Mila me mandou um torpedo querendo me ver. Também queria ver ela, conversar. A tagarelice dela fazia mesmo muita falta! Eu ainda tinha que passar na casa dela para entregar o dever de casa atrasado. E bota atrasado nisso! Avisei meus pais que ia dormir na casa da Mila, e eles deixaram. Fiz minha mochila, e coloquei meu uniforme escolar. Abotoei meu casaco cor de canela, porque lá fora tava frio. Eram 4 da tarde, mas, estava parecendo que era 8 da noite.


Chegando na porta, Dona Flor me atendeu e mandou eu subir. Disse que Mila estava no quarto assistindo filmes. Como era de se esperar. Sempre que ela adoecia, assistia aquelas filmes românticos antigos e chorava como um bebê, acompanhada de todo tipo de petisco.

Entrei no quarto, e vi uma Mila debulhada em lágrimas, rodeada por pacotes de Cheetos, e por lenços de papel, com olhos vermelhos de tanto chorar:
— Que filme é esse?
— "O Vento Levou". Muito tocante.  Dizia enquanto assoava o nariz.
— Trouxe o seu dever de casa atrasado. E a febre? Já passou!
— Estou bem melhor para ir para a escola com você amanhã. Senta aqui. Me fale as novidades.  Sentei na beirada da cama, enquanto ela se ajeitava toda animada, e o cabelo todo emaranhado por passar muito tempo deitada.
— Felipe finalmente falou comigo e me pediu desculpas.
— Nossa, pensei que ele fosse morrer mudo!
— Mila!
— Hehe, foi mal.
— Ele foi muito gentil comigo hoje. Só espero que o humor dele não mude de uma hora para outra...
— Hum. Tá ficando interessada nele.
— Eu-- eu não!
— Até gaguejou. Tá sim, tá sim.
— Argh! As vezes você parece criança. Você sabe que a Shirley ta de olho nele, mas, ele não liga
para ninguém, só para os estudos. Hoje ela me olhou, como se fosse arrancar meu coração. O Felipe tá sempre cansado, com olheiras, e expressão triste.

— Sabe, Clara mamãe ouviu e me disse algumas coisas sobre o Felipe e talvez você não goste.
— O que foi que inventaram agora?
— Não é invenção! Sabia que ele tem 18 anos?
— Não.Não sabia. O que ele tá fazendo no 2º ano? Ele já devia ter terminado os estudos, né?!
— Exato! Ele já ficou reprovado, porque era o pior aluno da classe. Ele já  foi mandado para um reformatório e já foi até preso! Dizem que ele fica até tarde na rua, andando com quem não presta.
Eu não acredito nisso!
Ah, e mais Clara. Ele já até engravidou uma menina na cidade dele, e não assumiu a paternidade!
— O quê???? Isso não pode ser verdade!!!

Continua...♥

E aí gostaram? Não perca a parte 5!

  Próximo capítulo


Comentários

  1. Nossa, amei esta história. A Clara parece muito indecisa. Esperando
    o capitulo 5 ^ ^

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    Respostas
    1. a parte 5 vai demorar um pouco para sair
      devido a alguns problemas pessoais.
      mas antes desse mês acabar a parte 5 estará disponível!

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