segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nossas escolhas dependem dos nossos atos. Capítulo 7


Capítulo 7

— Quem é você?  Perguntou Felipe
— Sou eu Felipe. Eu sou tio Alfredo! Não lembra de mim?
— Tio Alfredo? Não,acho que não lembro... — Falou Felipe enquanto tentava lembrar
— Ah é. Você era só um bebê quando te vi pela última vez. Agora já é um rapaz. E essa moça? É sua namorada?  Perguntou o tio.
Felipe e eu coramos.
— Não tio, ela é só a minha amiga de escola.  Falou ele rapidamente
— Sim, somos só amigos.  Disse em um tom mais alto
— Ah, tudo bem. Vocês formam um casal bonito.
— Bom, eu estou levando ela para casa. Já está tarde e amanhã tem aula

Imediatamente me lembrei do trabalho.Faltava dois dias para entregar..
— Tem notícias de seu pai? — Perguntou o tio

Felipe ficou calado. Seu semblante mudou completamente. Ele ficou sério. O tio dele percebeu o desconforto que causou e mudou de assunto:

— Então tudo bem meu sobrinho. Eu já vou indo para casa. A gente se ver outro dia Fica na paz de Deus. E proteja essa mocinha viu? Tchau. — Falou o tio Alfredo,e eu fiquei corada de novo.
— Está bem tio. Tchau. -Se despediu Felipe

Depois disso, passamos pela praça e ficamos calados durante nosso trajeto para casa. A lua cheia estava linda, e eu senti uma enorme vontade de apertar mão de Felipe. Resolvi puxar assunto para quebrar aquele clima tão esquisito.

— Então o trabalho de espanhol... como vamos fazer?..  Tentei puxar assunto

Felipe olhava para frente. Então puxei a camisa dele para ele olhar para mim:
— Alô? Terra para Felipe! Você ouviu o que eu disse?
— O que? Desculpe Clara. Acho que to no mundo da lua.  Se justificou ele. Amanhã na escola conversamos. Chegamos na sua casa
— Já chegamos??? Nem percebi!
— Então tchau Clara.  Ele ia se virando então falei bem alto por impulso
— Espera Felipe!!!
— Sim?
— Quer vim para a minha festa de 16 anos? Vai ser daqui a uma semana
— Vou vim com certeza. Até amanhã.

Enquanto  ele caminhava, a luz do luar,o iluminava. Ao abrir a porta de casa, Júlia começou a me interrogar:
— Como foi o encontro?
— Não foi encontro. Só tomamos sorvete.
— Clara tá namorando! Clara tá namorando! Clara tá namorando! Clara tá namorando! Clara tá namorando!  Repetia Júlia. Nossa! Como ela era irritante.

Subi as escadas. Tranquei a porta do meu quarto. Não ia deixar ela estragar minha noite. Logo agora que finalmente Felipe se abriu comigo,e conseguimos conversar... Já era um passo dado. Amanhã a gente ia se falar mais na escola. Apenas queria entender porque meu coração estava tão acelerado...


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