sexta-feira, 24 de julho de 2015

Nossas escolhas dependem dos nossos atos: Capítulo 22

Capítulo novo galerinha! Finalmente o aniversário da Clara vai sair! Depois de 1 ano só na promessa! kkkk. Espero que gostem bastante do capítulo de hoje. É tudo feito de coração! 😘



Capítulo 22

Estava ali, parada na frente de Felipe, esperando uma resposta:
— Então Felipe, você vem na minha festa?
Aquele silêncio era constrangedor. Felipe olhava profundamente em meus olhos. Um olhar que eu conhecia muito bem. Geralmente, ele me olhava assim quando se arrependia de ter uma atitude brusca. Não sei quanto tempo ficamos ali parados nos encarando, parecia uma eternidade. O olhar de Felipe era tão terno. Meu Deus, acho que vou ficar vermelha! Preciso fazer algo para quebrar esse clima!

— Felipe? Hello?  Depois de um tempo, ele pisca os olhos e solta um pigarro.
— Desculpe, eu fiquei distraído. Não sei se devo ver meu pai!
— Porquê não?
— Não sei... Eu nunca o vi. Nem sei como ele é...
— Ei, eu já não disse que vou junto com você? Prometo fazer minha parte! Agora, por favor vem na minha festa!
— Clara, eu... Somos outra vez interrompidos por um garoto da nossa sala.  Ele aparece do nada, com um celular na mão:
— Cara, você tem que ver esse vídeo é muito engraçado. — Fico um pouco sem graça, e aos poucos, vou me afastando e deixo eles sozinhos.

Que garoto mal educado! Será que ele não viu que eu estava conversando com Felipe? Sempre que Felipe e eu estávamos sozinhos, aparecia alguém, ou acontecia algo que separava a gente, e sério, isso já estava me irritando! Não tenho cabeça pra pensar isso agora. Tenho que relaxar e pensar no meu aniversário. Amanhã!

Fany e Priscila vão para casa juntas. Vou para casa junto com Mila:

— E aí, convidou o Senhor Felipe?
— Não conseguir!
— Francamente Clara!
— O que foi, Mila?
— Amiga, você tem que dizer o que sente! Só acho que isso é importante!
— Eu sei, Mila, mas, eu não consigo! Sei lá, eu travo, fico parecendo uma mula.
— (Risos) Gostei da parte da "mula".
— (Risos) Sua bobona!

Era ótimo conversar com minhas amigas. Desabafar um pouco. Era tão estranho o que eu sentia por Felipe. Chegava até a doer. Li certa vez em um livro, que não podemos guardar o amor, porque senão a gente fica doente. E do jeito que eu tava, eu ia acabar era morrendo!

Chego em casa. Mamãe estava na cozinha e Júlia estava novamente mexendo no celular. Ai, ai. O amor tem diversas formas. Subo as escadas para meu quarto. Abro o guarda-roupa. Fico admirando meu vestido novo. Nem acredito que daqui há algumas horas, terei 16 anos. Começo a dançar valsa com meu vestido que ia usar na festa. Queria tanto que Felipe aparecesse na minha festa. Por culpa daquele garoto mau educado, nem soube o que ele ia responder. Fico tão entretida dançando com meu vestido, que nem percebo que mamãe está na porta, me olhando e segurando os risos:

— Mamãe???
— O que foi? Você tem direito de dançar e ser feliz. Amanhã é seu aniversário não é?
— Sim, eu estou muito feliz.
— Bom, pelo menos posso conversar com uma de minhas filhas, já que a outra não desgruda do bendito celular! Clara, sente aqui. Eu quero perguntar uma coisa, desde ontem, sobre aquele menino, o Felipe.  Fico nervosa, minhas mãos ficam suadas e frias. O que será que ela ia falar sobre ele?
— Pode perguntar, mamãe.
— Filha, eu não pude deixar de notar... Você gosta dele, não gosta?  Mamãe também estava desconfiada.
— Mãe... Eu nem sei o que sinto. É esquisito, quando estou perto dele, fico sem fôlego e meu estômago parece está cheio de borboletas, sem contar que fico quente.
— Filha, você gosta mesmo dele?
— Eu gosto muito dele mãe! Mas, acho que ele só me ver como amiga.
— Porque acha isso?
— Mãe, olha pra mim! Sou baixinha, infantil, choro por qualquer coisa e nem sei matemática. Felipe é tão maduro, tão inteligente, tão lindo. Jamais que ele iria se apaixonar por uma boba como eu.
— Clara meu amor não diga essas coisas. Não se coloque para baixo. Deus sabe o que faz sempre. Deixe tudo nas mão de Deus. Eu sei a vida difícil que ele passou e tudo isso tem um propósito na vida dele. Nada é a toa.
— Como a senhora sabe?
— Um passarinho me contou. Eu já vou indo. Tenho que preparar o jantar.
— Mamãe, por favor, não conta pro papai!
— Minha boca está selada.  Faz sinal de que fechou a boca com zíper.

A tarde passou muito rápido. Fiquei um tempo no computador, vendo blogs de garotas cristãs. Achava muito legal o modo de como elas escreviam, falando de Deus através da internet. A noite chega. Papai aparece cansado do trabalho. Oramos e jantamos. Mau podia esperar para o dia seguinte!

O dia amanheceu cheio de trabalho. Assim que acordo, e desço as escadas, me deparo com a sala cheia de bexigas. Júlia e papai estavam enchendo as bexigas. Vou para a cozinha e lá estava mamãe, Dona Flor e Mila, preparando os quitutes da minha festa. Mamãe me aborda e pede para mim, fazer os brigadeiros. Fala sério! Minha mãe queria me escravizar na minha própria festa? Júlia faz um lindo arco com os balões e mamãe enfeita a mesa. Logo após, tudo pronto, todo mundo se arruma para a festa que seria daqui a pouco.

Fico alguns minutos me admirando no espelho. Aquele vestido era mesmo LINDO! Calço meu scarpin preto. Queria tanto que Felipe viesse... Enfeito meu cabelo com uma flor. Deixo meu cabelo solto.

Hoje é um dia especial!

Desço as escadas. Todo mundo está lá na minha festa: meus pais, minha irmã mais velha chata, os irmãos da igreja, Mila, Priscila e a Fany:

— Espero que não fique zangada... Eu convidei a Fany para sua festa.  Explicava Priscila
— Tudo bem! Tem sempre lugar para mais um! Fique a vontade Fany.
— Amiga, esse vestido está lindo! Você está linda!  Mila me enchia de elogios.
— Obrigada. Ele não vem né?  Perguntei por Felipe.
— Calma amiga, vai que ele aparece né?

A festa estava envolvida em um clima maravilhoso. Até que chegou a hora de cortar o bolo. Lógico que o primeiro pedaço era para a minha mãe. Todos ali, cantando parabéns. Estava tão feliz. Não pude conter as lágrimas. Só faltava Felipe para minha alegria está completa. Depois de uns minutos, papai e eu dançamos valsa. Era tradição em festas de debutantes.  Meu pai era ótimo valsando.
Escuto uma voz, sobre o ombro do meu pai:

— Com licença, pastor César, posso dançar com sua filha?  Meu Deus! Ele veio! Era Felipe em carne, osso e smoking. Papai solta a minha mão e coloca em cima da dele. Fico gelada na mesma hora. Uma música começa a tocar:

♫  "Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow"♫ 

Começamos a valsar uma música linda. A melodia era perfeita com aquele momento. Não havia ninguém na sala, apenas ele e eu:
— Pensou que eu não viria?
— Sim, achei que não viria. Você não me deu uma resposta! Não precisava vim tão chique. É uma festinha de família.
— Desculpe, não queria chamar atenção. Trouxe o seu presente.
— Não precisava. Sua presença é meu presente.  Ele sorri para mim.

 Depois disso, começo a dançar com dois pés esquerdos, não sei o que deu em mim. Piso no pé dele constantemente, pela cara de Felipe, seu pé estava dolorido. Damos uma pausa e vamos até a mesa, beber um refrigerante. Felipe me entrega o presente. Uma linda caixa embrulhada rosa, com uma fita amarela em cima. Abro o presente. Era um lindo ursinho de pelúcia. Tão fofo:

— Feliz aniversário, Clara.
— Obrigada Felipe. Ele é muito fofo!  Dou um abraço apertado no Felipe. Aquele momento ficaria perfeito com um beijo, mas, eu não queria estragar as coisas entre nós.
— Muito obrigada mesmo!
Nisso, uma pessoa conhecida, de cabelos ruivos, chega e me abraça de repente:
— Feliz aniversário, Clarinha! — Era Nelson, tão bem vestido quanto Felipe. O cheiro da sua colônia fica empesteado no meu vestido. 
— Ruivo? O que faz aqui?
— Olá? Toc, toc.  Ele dá leves cascudos na minha cabeça. — Seu pai é amigo do meu pai, e ele me convidou para vim na sua festa. Achou que eu ia esquecer da minha amiga. Toma. Seu presente!
— E você viajou de tão longe só para vim aqui? Obrigada por ter vindo!  Seguro o presente dele. É meio pesadinho. Percebo que Felipe está meio desconfortável:
— Clara, eu já vou indo. Minha tia tá sozinha em casa e eu moro longe. Tchau a gente se vê amanhã.
— Tá bom. Tchau Felipe!  Vejo o garoto que amo ir embora de smoking.
— Carinha esquisito né?  E você é um chato. Sério, pensei em falar isso.
Não, eu não acho.

Assim que dá, onze horas, todo mundo se despede da aniversariante aqui. Lógico que eu não ia escapar de arrumar a bagunça que ficou. Júlia e eu arrumamos tudo. Ela comenta comigo:

— Você viu como o Felipe tava um gato! Uhuull. Arrasou! Vocês pareciam o casal perfeito dançando valsa, ai meu coração (risos).
— Ele tava lindo mesmo. Agora para de gracinha e vamos arrumar tudo isso!
Termino de limpar tudo e vou para meu quarto. Abro o presente do Nelson. Era uma caixinha de música, com uma pequena bailarina, que girava enquanto tocava a música. Tenho que admitir: Nelson tem um bom gosto em dar presentes. Deito na minha cama, e abraço o ursinho do Felipe.

De uma coisa eu tinha certeza: Nada mais na minha vida, seria a mesma coisa depois de hoje...


PRÓXIMO CAPÍTULO
 

7 comentários:

  1. Meu Deus!
    O que foi essa maravilha que eu acabei de ler???
    San o capítulo de hoje foi INCRÍVEL!!!! AMEI!!
    Fiquei imaginando Felipe e Clara dançando valsa. Que fofo!
    Adorei! Por favor, me diz o nome da música que eles estavam dançando???
    Ansiosa para o próximo capítulo! #Capítulo23

    Beijos amiga!!

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    Respostas
    1. Obrigada pelos elogios. Tava devendo esse capítulo do aniversário (pra quem se lembra, desde o ano passado :o )
      Amiga eu sabia o título da música, mas, esqueci :(
      Assim que eu lembrar eu digo.
      Beijos <3

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  2. Uiiii rsrsrs Felipe com ciúmes da Clara. Kkk Esse Nelson aí, humm sei não! Clara parece que ficou mais madura ao completar mais um ano de vida.
    E sim, Sandreanny, vamos fazer a parceria sim, me sinto muito honrada! Deus te abençoe

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    1. Felipe está começando a se tocar. E esse Nelson, chegou só pra atrapalhar, né?!
      Também acho que a Clara ficou mais madura.
      Parceria feita com sucesso linda ^^
      Beijos <3

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  3. Aii meu pai !
    Tadinho do pé de Lipe, kk...
    E esse Nelson , hein ?!
    È um chato mesmo !
    Beijos, San !

    agarotaperfeita2.blogspot.com

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    1. Coitadinho mesmo, rsrs
      Só aguentou os "dois pés esquerdos" de Clara por que ama ela.
      Nelson chegou no melhor momento deles. Amigo chato vou te contar viu...
      Beijos linda!

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